Ficamos alojados num pequeno apartamento a cerca de 7km do centro da cidade, pelas fotos parecia bem maior, de quaquer forma deu para descansar e como era apenas uma noite serviu perfeitamente.
Na primeira manhã aproveitamos para irmos conhecer um pouco de Nápoles. Os condutores napolitanos são completamente doidos, e rápidos e destemidos, uma coisa alucinante!! Mas conseguimos sair ilesos, assim como a viatura que alugamos para estes dias.
Fomos tomar o pequeno-almoço a um local incrível chamado Gambrinus. Requintado, eficiente e com uma decoração palaciana! Os funcionários atrás do balcão, todos com idades acima de 60 anos, pelo menos pareciam... dominavam a arte de eleboração dos pedidos com uma facilidade e um à vontade tremendos. Ficamos com a ideia que era fácil servir tanta clientela, centenas de pessoas em poucos minutos, e sempre com boa disposição. Excelente casa para se visitar e talvez disfrutar um pouco mais do que nós fizemos, apenas não o fizemos porque tínhamos estacionado basicamente no meio da rua...
Seguimos para conhecer um dos locais onde o Maradona tem vários motivos em sua homenagem, só que entramos nesses bairros de carro, e as ruas eram mais estreitas do que contávamos e tinham povo que até metia medo... após alguns minutos às aranhas lá conseguimos sair e ir estacionar o carro num lugar decente e voltar ao bairro mas desta vez a pé. Correu melhor e deu para perceber e sentir a alma que aquela cidade tem. À volta do futebol e endeusada pelo "El Pibe", Nápoles é de facto muito sui generis. A espécie de memorial do Maradona que visitamos tem uma energia digna do craque argentino, que imagino que terá vagueado algumas vezes por os becos dos bairros napolitanos...
Fomos almoçar àquela que dizem ser uma das Pizzarias mais antigas do país, a L'Antica Pizzeria da Michele, fundada em 1870, e que tinha uma fila bastante grande e ainda por cima com alguma chuva à mistura. Esperamos um pouco mais de trinta minutos. Achei as pizzas boas, bem fininhas e bastante baratas. Foi a refeição mais barata da viagem, 26€ para os 4, a beber cerveja.
A tarde estava destinada para Pompeia que ficava a cerca ded 40 min de distância.
Quando chegamos e nos dirigíamos para a entrada do Parque Arqueológico, fomos abordados por uma transeunte, com o intuito de nos verder bilhetes de entrada para o parque, e assim fugíamos das fila das bilheteiras... o facto é que não compramos e quando chegamos à entrada, foi-nos informado que era um dia de visitas gratuito... Rimo-nos à brava!
O tempo estava cinzento e a ameaçar chuva mas mesmo assim conseguimos passar umas 3 horas a visitar um parque com uma visão dantesca! Deu para imaginar a vida que aquela cidade teria antes da catástrofe e como ficou após! Uma tarde cansativa mas cheia de cultura e que nos deu asas à imaginação.
A viagem transforma-se assim que se chega à estrada da Costa.
Miradouros deslumbrantes, muito trânsito, muitas motas, muitos turistas e muita gente a viver do turismo. Mas o local onde ficamos era de facto muito sossegado.
A casa era humilde, um pouco desconfortável mas penso que nos transmitiu a realidade de muitas das pessoas daquele lugar.
A família proprietária daquele empreendimento era super afável, muito prestável e simpática. Eles vivem do turismo. Além dos alugueres das casas, do restaurante, proporcionam visitas com turistas a vários locais, e com várias actividades, entre as quais, como fazer pizzas ou visitar Capri ou fazer a Costa Amalfitana de barco.
Positano é muito movimentado, tanto por turistas como por quem trabalha com eles.
Achei a cidade demasiado virada para o comércio mas com lojas lindíssimas, com os limões e o verde muito em destaque, e com preços altos.
A parte mais baixa, mesmo com a areia e o mar a poucos metros, tem bastantes restaurantes e bares para se usufruir da belíssima vista das casas sobre a encosta.
Nota-se que quem lá vive gosta daquele constante burburinho turístico.
Deveríamos ter ido a um bar, bem a um canto da enseanda, que tinha uma vista fantástica e um sossego para aproveitar...
Muitas fotos tiramos, mas teríamos que seguir viagem para o almoço em Amalfi. O parque nem se revelou assim tão caro porque nos fizeram um descontosito...
O estacionamento é complicado em toda a Costa e em Amalfi foi igual, mas nada de alarmante.
Gostei bastante de Amalfi. Alegre, solarenga, ritmada e menos chique.
Uma escadaria para a Igreja muito procurada, tanto para descanso como para belas fotos.
Deu para passearmos um pouco, beber uma cerveja na praça e comer uns gelados de limão.
No retorno, deu para conhecer e tomar um banho no Fiordo di Furore, local embçemático da Costa Amalfitana. Muitas fotos num lugar incrível e eu não poderia ter deixado de lá ter dado um mergulho! E ainda tive sorte de encontrar uma toalha num dos barcos de pesca que lá se encontravam parados.
Era fim de tarde e retornamos para Massa Lubrense para o alojamento. (cont)
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